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Fonte: Comunicação CFC

“O princípio de tudo é o número”. O pai da matemática, Pitágoras, já afirmava que os números representam quantidades, conjuntos, estimativas, dados, estatísticas; por meio deles é possível avaliar riscos e possibilidades. Para isso, no entanto, é preciso interpretá-los, viabilizá-los e operacionalizá-los. Aí entra o papel dos profissionais da área contábil, cuja quantidade de contadores e técnicos ativos no Brasil, hoje, ultrapassa os 510 mil. Dentro desse contexto, pela necessidade de registrar, normatizar e fiscalizar a profissão, sendo fundamental na sociedade, o Conselho Federal de Contabilidade (CFC) e os Conselhos Regionais de Contabilidade (CRCs) – o chamado Sistema CFC/CRCs – celebram, em maio, 75 anos de existência. 

Segundo o presidente do CFC, Zulmir Ivânio Breda, a data traz ainda a reflexão sobre o papel do Sistema CFC/CRCs. “Fiscalizar, registrar, normatizar e melhorar. É dessa maneira que o Sistema atua na vida dos profissionais da contabilidade. Hoje, o mercado de trabalho está cada dia mais disputado, tanto pela necessidade de gestão empresarial quanto pela própria complexidade dos sistemas previdenciário e tributário brasileiros. Então, ao longo desses 75 anos de história, com certeza, o nosso papel foi ampliado”, explica o representante do CFC, que está no segundo mandato à frente da instituição. 

Dados do Ministério da Educação apontam que a graduação em Ciências Contábeis está entre os cinco cursos mais procurados no Brasil. Em expansão, o mercado de trabalho contábil exige, inevitavelmente, que o Sistema CFC/CRCs esteja atento à fiscalização das normas técnicas e éticas da profissão. O objetivo, esclarece Zulmir Breda, é manter o trabalho desses profissionais no topo da credibilidade. “A inobservância dessas normas técnicas ou profissionais, cujas resoluções estão todas acessíveis em nosso site (www.cfc.org.br), resultam na abertura de processo administrativo para aplicação de sanções previstas na legislação. A excelência deve ser palavra de ordem no exercício da profissão”, alerta o presidente do CFC. 

Desafios                          

Com 75 anos de existência, o Sistema CFC/CRCs tem uma longa história a ser contada. O passado da instituição serviu para olhar e planejar o futuro, superando os desafios que hoje se apresentam. A relação dos Conselhos com os profissionais da contabilidade é, sem dúvida, um dos pontos de atenção do Sistema. “O estreitamento dessa relação é fundamental para a continuidade do trabalho contábil, com oportunidade de crescimento. Quero dizer que essa oportunidade existe e é real, em especial nesse momento de crise financeira, em que o nosso trabalho se faz ainda mais necessário. Porém, para que haja êxito no fim, profissionais e Conselhos precisam andar juntos, de mãos dadas”, explica a vice-presidente de Fiscalização, Sandra Maria de Carvalho Campos. 

E como estreitar essa relação? Com a consciência de que é preciso estar regularizado e atualizado para exercer a contabilidade. Todo profissional da contabilidade deve ter um registro no seu Conselho Regional de Contabilidade (CRC). Esse registro é o indicador único de aptidão para a prestação dos seus serviços. “O registro é um dos documentos mais importantes para o profissional da contabilidade atuar na sua profissão. O  objetivo dessa documentação é identificar o contador legalmente habilitado a exercer as atividades contábeis, comprovando, perante terceiros, o registro no Conselho Regional de Contabilidade (CRC)”, destaca a vice-presidente de Registro, Lucélia Lecheta.

Os CRCs, por sua vez, levam, por meio do CFC, orientações, atualizações sobre a profissão e conhecimento, com palestras, cursos, seminários. “Um dos nossos principais focos é o Programa de Educação Profissional Continuidade (PEPC). “Queremos que os profissionais da área expandam seus conhecimentos e ampliem suas habilidades. Exercer a contabilidade exige técnica, mas, também, conhecimento humano, social moral e ético”, explica o vice-presidente de Desenvolvimento Profissional do CFC, Aécio Prado Dantas Júnior. 

Programa de Educação Profissional Continuada
Atualizar e expandir os conhecimentos e competências técnicas e profissionais dos profissionais da contabilidade do Brasil está na lista de prioridades do CFC. Por isso, o Programa de Educação Profissional Continuada (PEPC) tem exatamente essa meta: manter, atualizar e expandir os conhecimentos e competências técnicas desses profissionais. Importante aqui salientar que o PEPC é um programa obrigatório e regulamentado pela NBC PG 12 (R3). Faz parte dessa obrigatoriedade uma ampla gama de profissionais da área, como auditores independentes, responsáveis técnicos pelas demonstrações contábeis das sociedades e das entidades de direito privado com ou sem finalidade de lucros que tiverem, no exercício social anterior, receita total, igual ou superior a R$78 milhões e das sociedades consideradas de grande porte nos termos da Lei n.º 11.638/2007. Os peritos contábeis inscritos no Cadastro Nacional de Peritos Contábeis (CNPC) do CFC também integram esse grupo

“Da mesma forma que o desenvolvimento da Contabilidade está associado ao progresso da humanidade – e não apenas no aspecto econômico –, a evolução da sociedade moderna exige que os profissionais sejam qualificados e se mantenham atualizados para impulsionar a prosperidade das organizações em geral. Por isso, a Educação Profissional Continuada é essencial para que os profissionais da área possam estar preparados para enfrentar as necessidades de qualificação impostas pelo mercado, as quais permanecem em movimento incessante de renovação e chegam até nós a todo o momento”, salienta Aécio Prado. 

Para coordenar o Programa de Educação Profissional Continuada, foi estabelecida a Comissão de Educação Profissional Continuada do Conselho Federal de Contabilidade (CEPC - CFC), coordenada pela Vice-Presidência de Desenvolvimento Profissional. Fazem parte também dessa Comissão os vice-presidentes de Desenvolvimento Profissional dos cinco CRCs que reúnem o maior número de profissionais com registros ativos; os diretores de Desenvolvimento Profissional das cinco Seções Regionais do Ibracon, que reúnem o maior número de profissionais associados ativos; e quatro membros contadores indicados pelo CFC e aprovados pelo Plenário do Conselho.

Padrão internacional 
Ao longo da sua trajetória de 75 anos, outra importante conquista do CFC foi a adoção de padrões internacionais das normas contábeis. Esses padrões estão ligados ao crescimento da economia brasileira e da sua participação no contexto mundial, com um conjunto de pronunciamentos contábeis de alta qualidade e mundialmente aplicáveis.  Ao alcançar essa padronização internacional, tanto as empresas brasileiras quanto o próprio Governo podem ter seus balanços comparados com os de outras empresas e países, o que interfere diretamente na avaliação de riscos, por exemplo. 

Registro e Fiscalização
O CFC é resultado da necessidade de orientação e de fiscalização das atividades contábeis. E para que essa história de 75 anos continue sendo valorizada, é essencial que o profissional da área seja devidamente registrado no seu CRC.  Os CRCs são norteados pelo CFC e somam, ao todo, 27 Conselhos espalhados pelo Brasil – um em cada estado. “O registro é obtido após aprovação em exame que acontece duas vezes ao ano. As datas dessas provas são amplamente divulgadas. Assim, é preciso estar atento ao site do CFC. O teste, conhecido como Exame de Suficiência, tem como objetivo comprovar a aptidão para o exercício da profissão. Após a aprovação na prova, o candidato tem o prazo de dois anos para realizar a inscrição no CRC do seu estado”, explica a vice-presidente de Registro do CFC, Lucélia Lecheta. 

Na área de Fiscalização, a meta do CFC, ao chegar aos 75 anos de criação, é continuar cumprindo sua missão institucional de fiscalizar e, ainda, reforçar o papel fundamental da profissão. Para que isso ocorra, o Conselho tem dois desafios principais: a formação contínua dos fiscais e conselheiros do Sistema CFC/CRCs e a busca pela excelência educacional, com a certeza de que o mercado contábil precisa de profissionais capacitados e sintonizados com as atualizações da área. “Tenho muito orgulho de estar à frente do CFC neste momento em que ele completa seus 75 anos. O trabalho do CFC seguirá acompanhando as mudanças que ocorrem a todo o momento. Precisamos, sim, estar em constante renovação e nos aproximando dos profissionais da contabilidade”, afirma o presidente do CFC, Zulmir Breda. 

Conselho Regional de Contabilidade do Paraná (CRCPR)

Em um artigo publicado em 2013 na Revista Contabilidade & Controladoria (RC&C) –  periódico editado pela Universidade Federal do Paraná (UFPR) –, consta que o CRCPR foi o primeiro Conselho Regional de Contabilidade a ser criado no país, em 15 de junho de 1946. Entretanto, de acordo com a Resolução CFC n.º 1946/000003, publicada no Diário Oficial da União (DOU), a data correta seria 4 de novembro de 1946, com a regulamentação da criação dos Conselhos Regionais. 

Quanto à capilaridade regional, atualmente o CRCPR conta com 47 delegacias em localidades estratégicas, que permitem atender prontamente às necessidades dos profissionais da contabilidade espalhados pelos 399 municípios paranaenses, além de contar com inúmeros canais virtuais de comunicação, por meio dos quais os mais de 33 mil profissionais da contabilidade e 6.100 empresas contábeis com registro ativo sob esta jurisdição têm acesso ininterrupto a serviços e informações relevantes para o desempenho de suas atividades.

O CRCPR foi ainda pioneiro na oferta de cursos na modalidade Educação a Distância, por meio do programa Temas Contábeis em Debate, na disponibilização de conteúdos gravados aos profissionais da contabilidade por meio de plataformas de mídias sociais, contando hoje com mais de 10 mil inscritos na TV CRCPR, canal de conteúdo mantido na plataforma YouTube. Foi também um dos primeiros CRCs a disponibilizar informações e serviços via aplicativo de celular e o primeiro a ofertar conteúdos por meio de podcasts, uma das mais modernas modalidades de comunicação da atualidade, com o lançamento, em meados de 2020, do podcast CRCPR. Além disso, realiza ainda campanhas periódicas, incentivando os empresários a contratarem profissionais da contabilidade devidamente habilitados para assessorar seus negócios e, no caso dos contribuintes pessoa física, para fazer suas declarações de imposto de renda. 

“Não podemos deixar de destacar a intensa atuação da entidade no incentivo ao voluntariado da classe contábil, seja em ações voltadas para o incentivo a destinações de imposto de renda devido por contribuintes pessoa física e jurídica a projetos do PVCC – incentivo às destinações do Imposto de Renda, em programas voltados para promover a cidadania e o equilíbrio financeiro de famílias de baixa renda e jovens em situação de vulnerabilidade e em campanhas de arrecadação doações para entidades assistenciais”, Laudelino Jochem, presidente do CRCPR.