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Os padrões de excelência da nova gestão do Conselho Federal de Contabilidade (CFC) foram apresentados em painel na tarde do segundo dia do Seminário de Planejamento Estratégico e Governança do Sistema CFC/CRCs, nesta terça-feira (10). O momento contou com apresentações de três vice-presidentes da autarquia: Laudelino Jochem, Angela Mendonça e Sandra Campos, que comandam as vice-presidências de Desenvolvimento Profissional; de Registro e de Fiscalização, Ética e Disciplina respectivamente. Cada líder teve a oportunidade de apresentar os projetos de suas áreas para a atual gestão e explicar como essas iniciativas se relacionam com os princípios de governança, controle e gestão estratégica propostos pelo presidente do CFC, Joaquim Bezerra.

Desenvolvimento Profissional

A Vice-Presidência de Desenvolvimento Profissional, liderada por Laudelino Jochem, representante do Paraná, apresentou seu plano de atuação para contribuir com a formação e a capacitação de profissionais preparados para o presente e de líderes para o futuro da Contabilidade.

“A qualificação técnica é o alicerce do profissional da contabilidade. Junto a isso, a visão e o posicionamento estratégico fortalecem o protagonismo da profissão”, afirmou Jochem. “Criaremos um sistema nacional integrado de formação e reconhecimento, que eleve o nível técnico e valorize o papel social da profissão. E faremos tudo isso juntos, em diálogo com os Conselhos Regionais, para transformar essa educação continuada em valor percebido pelo profissional, pela classe e pela sociedade”, completou.

Laudelino Jochem destacou premissas que orientarão as iniciativas da área, com foco em inovação tecnológica e atenção permanente à atualização, qualificação e especialização em áreas aquecidas da Contabilidade, que geram novas oportunidades para os profissionais.

Ele anunciou ainda programas nacionais voltados a diferentes momentos da carreira, desde os novos profissionais que chegam ao mercado a cada ano até aqueles que já ocupam posições consolidadas, mas precisam manter atualização constante.


Registro

apresentação conduzida pela vice-presidente Angela Mendonça destacou o Registro como a porta de entrada para todo o Sistema CFC/CRCs. Segundo ela, a pasta recebeu a missão de promover o acolhimento dos profissionais registrados, fomentar o sentimento de pertencimento na classe contábil e contribuir para a atratividade da profissão, com foco no fortalecimento da imagem da Contabilidade tanto internamente quanto para a sociedade e o mercado. Para isso, estruturou projetos e ações coordenadas que dialogam com esses desafios. Um deles, segundo Angela, é estimular o engajamento na profissão desde a escolha do curso de Ciências Contábeis, levando informações sobre a carreira para escolas. As ações também envolvem campanhas em redes sociais e a atuação de influenciadores para dialogar com o público jovem. Outras iniciativas pretendem estimular o registro de contadores já formados que ainda não estão oficialmente inscritos no Sistema e promover campanhas voltadas à sustentabilidade da carreira contábil.

“Vamos buscar os futuros profissionais onde eles estão, tanto na rede pública quanto na privada. E promover formas de mostrar que a nossa profissão é forte, atrativa e capaz de gerar um retorno financeiro muito bom”, explicou Angela.

Fiscalização

A linha de raciocínio do painel foi concluída com a apresentação da vice-presidente Sandra Campos, que abordou os projetos e desafios da área de Fiscalização, Ética e Disciplina. Segundo ela, a atuação da área cumpre uma missão essencial: proteger a sociedade por meio do exercício ético da profissão contábil. A vice-presidente destacou avaliação realizada pelo Tribunal de Contas da União (TCU), que reconheceu o CFC como o conselho de fiscalização profissional mais bem avaliado nas auditorias do órgão. Ela apresentou paralelos entre os critérios adotados pelo Tribunal e as políticas desenvolvidas pelo Conselho, destacando que o resultado demonstra que o CFC segue no caminho correto. Para manter esse padrão de qualidade, a vice-presidência pretende priorizar programas de ações orientativas, o combate ao exercício ilegal da profissão e aos crimes profissionais, além do reforço às políticas de ética, disciplina e valorização da categoria. Apesar dos avanços, a área também enfrenta desafios importantes. 

Ressignificar a lógica da fiscalização inteligente, estratégica e punitiva, quando a punição for necessária, é um dos desafios que vamos buscar superar. Também queremos integrar a fiscalização à política de atratividade, atuando de forma transversal com vice-presidências como a de Registro, humanizar o processo ético-disciplinar e atuar fortemente contra o envolvimento da profissão em ambientes ilegais”, explicou Sandra Campos.

Reprodução permitida desde que citada a fonte.