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Contabilistas x Jucepar: solução é treinamento mútuo

O presidente do Conselho Regional de Contabilidade (CRCPR), Marcos Rigoni, reuniu-se na manhã desta quinta (28) com o presidente da Junta Comercial do Paraná (Jucepar), Ardisson Akel, para cobrar mais uma vez agilidade nos procedimentos da autarquia nos processos de abertura, alteração e encerramento de empresas.






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A reunião aconteceu na sede da Jucepar e contou com a participação de representantes da Federação dos Contabilistas do Paraná (Fecopar) e do Sindicato das Empresas de Serviços Contábeis e das Empresas de Assessoramento, Perícias, Informações e Pesquisas no Estado do Paraná (SESCAP-PR).

Rigoni iniciou sua exposição reconhecendo que "a Junta tem evoluído muito na abordagem dos problemas que surgiram com a implantação do Empresa Fácil, mas ainda ouvimos muitas reclamações em nossos contatos com os contabilistas, em linha de problemas que nós mesmos vivenciamos em nossas empresas". O volume de reclamações dos contabilistas em relação aos serviços da Jucepar voltou a crescer, apesar dos investimentos em pessoal, capacitação e abertura de novas unidades", informou Rigoni.

O diretor superintendente do CRCPR, Gerson Borges de Macedo, citou números de uma pesquisa feita pelo CRCPR por meio de sua ouvidoria. "Foram 1.906 entrevistas. Entre as que elencaram algum tipo de problema, 60% foram relacionados aos serviços da Junta", informou. "O principal problema apontado foi a falta de critérios padronizados de análise de processos pelos vogais e relatores", disse Rigoni. "Eu mesmo enfrentei uma situação em que consultei previamente dois vogais, e ambos disseram que estava tudo certo. Demos entrada no Empresa Fácil e o processo, que foi analisado por uma terceira pessoa, foi recusado", relatou. "Outro problema bastante citado diz respeito ao atendimento telefônico. Quando o contabilista consegue falar com o funcionário da Junta, em geral é bem atendido, a dúvida é prontamente sanada e o problema, prontamente resolvido. A questão é conseguir ser atendido. Em geral, leva cerca de meia hora até que a ligação seja transferida para a pessoa certa, segundo eu mesmo tive a oportunidade de verificar em ocasiões em que precisei de atendimento telefônico", enfatizou.

O presidente da Junta Comercial do Estado do Paraná - Jucepar, Ardisson Naim Akel, informou que a aquisição de uma Unidade de Resposta Automática (URA) está sendo licitada e que isto agilizará o atendimento, pois o usuário dos serviços da Jucepar poderá escolher o setor mais adequado para atender à sua demanda nas opções do menu de atendimento. "Reconhecemos que existe um congestionamento no nosso atendimento telefônico, mas informamos que a URA ajudará a organizar essa demanda e agilizar o atendimento", explicou. Quanto à questão da padronização das análises por parte de relatores e vogais, informou que a Jucepar continua empenhada em melhorar o treinamento de sua equipe, mas explicou que o fator humano tem grande influência nessa questão. "Conseguimos excelentes avanços com a maioria dos relatores, mas ainda temos alguns casos em que temos trabalhado pontualmente. Outra medida que adotamos para minimizar este problema é a fila única. Assim, se temos um problema com um relator de uma determinada região, processos daquela área continuam tendo andamento, já que são analisados por ordem de chegada, por qualquer relator, de qualquer parte do estado", disse.

Em relação as problemas no processo de alteração de cadastro, também citados pelos representantes das entidades contábeis, a secretária geral da Jucepar, Libertad Bogus, orientou os contadores para que verifiquem se as informações estão corretas no sistema antes de realizar a alteração. Se houver informação errada ou desatualizada, é necessário solicitar a correção à Junta e, posteriormente, realizar a alteração no cadastro.

"Consideramos muito positiva a iniciativa das entidades presentes de nos trazer as questões levantadas pelos contabilistas, que são os nossos maiores usuários", acrescentou Akel. "Podemos estabelecer uma periodicidade para essas reuniões, para que prestemos contas do que está sendo feito e tenhamos conhecimento de novas necessidades que vão surgindo", disse Validr Pietrobon, vice-presidente da Jucepar.

Gilson Strechar, diretor do Instituto SESCAP-PR, fez um apelo para que sejam comunicados formalmente aos usuários dos serviços da Junta os atos que não podem ser arbitrados por meio do sistema Empresa Fácil. "Muitas vezes, por desconhecimento da questão, o contabilista utiliza um código impróprio para dar entrada em um processo que tem que ser feito em papel, diretamente na Junta. O processo vai caminhando dentro da Junta e o problema só vai aparecer lá na frente, quando já envolve a Receita Federal, por exemplo".

Reconhecendo a importância da questão, Akel disse que já na reunião plenária da próxima segunda-feira será editada uma resolução para divulgar a todos os usuários quais são os atos que devem ser encaminhados à Jucepar em papel.

Treinamento

Os representantes da Jucepar mostraram-se muito entusiasmados, ao longo de toda a reunião, com os treinamentos que estão sendo lançados na primeira semana de agosto, como resultado de uma parceria com o Sebrae-PR, Sescap-PR, CRCPR, Fecopar, Sicontiba, Faciap e Fecomércio. Os cursos tratam de aberturas, alterações e baixas empresariais na Junta Comercial do Paraná e são destinados a profissionais contábeis, empresários e servidores públicos, com o objetivo de padronizar procedimentos e entendimentos, facilitando e agilizando o trâmite dos processos no âmbito do Empresa Fácil. Serão sete vídeos, com duração de uma hora cada, que serão lançados semanalmente, entre os meses de agosto e setembro, pelas entidades parceiras, começando no dia 2 de agosto.

"Mesmo sem termos feito ainda o lançamento oficial, já temos mais de dois mil inscritos, somente a partir da divulgação prévia feita pelas entidades parceiras", comemora Akel. "Recentemente estivemos apresentando o projeto para o governador [Beto Richa] e ficou acordado que faremos em breve uma cerimônia de lançamento no Palácio Iguaçu", informou.

Segundo o vice-presidente de Administração e Finanças do CRCPR, Laudelino Jochem, em sua vasta experiência em oferecer treinamentos à classe contábil, observou que o contabilista em geral prefere participar de um treinamento sobre uma nova legislação ou sistema, aprendendo na prática, do que analisar por conta própria as leis e regulamentações. "O caminho que vocês estão adotando, de investir em treinamento tanto para público interno - funcionários, vogais e relatores - quanto para público externo - contabilistas, advogados, empresários, etc. - certamente vai trazer resultados muito positivos, inclusive se os treinamentos ficarem disponíveis 24 horas por dia", disse.

Também participaram da reunião o vogal da Jucepar, Mauro Moreschi e o subprocurador da Jucepar, Paulo Palácios.