:: CONTABILISTA PEDE AJUDA PARA IMPEDIR A CEGUEIRA DO FILHO
H�
dois anos, Juliano Alves de Deus, hoje com 19 anos, come�ou a ter problemas
s�rios de vis�o. As piores conseq��ncias explodiram no trabalho. Passou a
ter dificuldades de distinguir os comandos da m�quina que operava. Mal
interpretado, foi despedido.
Era apenas o in�cio para ele e para a fam�lia de uma corrida desesperada para frear o processo que s� lhe deixou, em pouco tempo, 10% da vis�o e pode lev�-lo � cegueira. Os primeiros m�dicos consultados levantaram as mais diversas hip�teses para o caso: esclerose m�ltipla e infec��o do nervo �tico, entre outras. Ficou 15 dias internado, no centro de infectologia do Hospital de Cl�nicas do Paran�. Fez baterias seguidas de exames, entre os quais, quatro resson�ncias magn�ticas. Tomou in�meros tipos de medicamentos. Esteve inclusive nas conceituadas cl�nicas de olhos de Campinas e de Belo Horizonte. Fez at� tratamento psicol�gico. O diagn�stico definitivo foi emitido recentemente pela cl�nica do geneticista Salmo Raskin: neuropatia �ptica heredit�ria de Leber (NOHL).
Considerada um dos grandes mist�rios da oftalmologia, a NOHL foi descrita pela primeira vez, em fins do s�culo XIX. Sabe-se que � transmitida pelos genes maternos, afetando principalmente os homens, entre a primeira e a segunda d�cada de vida, provocando a r�pida perda da vis�o.
Com mais informa��es, os pais de Juliano conseguiram fazer contato com uma fam�lia do Esp�rito Santo que vive o mesmo drama. Pedro Henrique, por�m � um adolescente � j� vem recebendo acompanhamento de especialistas da Universidade de Bolonha, na It�lia, refer�ncia mundial no estudo de gen�tica ocular. Os pesquisadores, que desenvolveram um col�rio para conter o avan�o da doen�a, descobriram que a fam�lia capixaba � a maior, j� identificada no mundo, em n�mero de portadores da NOHL.
O caso de Juliano tamb�m foi apresentado ao geneticista Val�rio Carelli, da Universidade de Bolonha, que solicitou uma resson�ncia magn�tica atualizada e a �rvore geneal�gica da m�e do rapaz.
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J�lio C�sar de Deus, pai de Juliano |
A essa altura, no entanto, os recursos financeiros da fam�lia Alves de Deus est�o esgotados. A maior parte dos exames e tratamentos foi paga particularmente. Uma resson�ncia magn�tica, por exemplo, custa R$ 700,00 e um exame de DNA U$ 1.500. Exames, a prop�sito, j� foram solicitados pelos m�dicos dos dois irm�os de Juliano. Agrava que o pai, J�lio Cezar, por causa do corre-corre com o filho, perdeu suas principais fontes de renda. T�cnico em contabilidade, cursando o 5� ano de Ci�ncias Cont�beis, na FAE Business School, juntamente com o filho mais velho, Andr� Lu�s, ele agora luta simultaneamente para dar continuidade ao tratamento de Juliano e resgatar os meios de vida da fam�lia.
Para contato de apoio � fam�lia de
Juliano:
R. Maria Trevisan Tortato, 409, bairro Novo Mundo,
Curitiba, fones: 248-9798, 99751439, e-mail: jucecon@zipmail.com.br